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Calcário na água: mitos, verdades e soluções para o problema

calcário na água

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Em uma rápida pesquisa na internet, podemos encontrar muita coisa sobre calcário na água. Muitas, porém, não passam de mitos.

Existem fontes, por exemplo, que sem nenhuma comprovação científica, associam doenças renais e outras ao consumo de água com maior concentração de calcário (Carbonato de Cálcio – CaCO3) dissolvido.

Neste artigo, quero lançar alguma luz sobre as confusões que esse desencontro de informações pode suscitar. Quero, também, mostrar alguns dados técnicos e requisitos de potabilidade da água e explicar para que servem. Acompanhe:

Calcário na água: os mitos

Até o momento, não há estudos que comprovam relação direta entre o surgimento de cálculos renais e a dureza da água fornecida pelas companhias.

A água que chega às torneiras das casas por via das concessionárias de água (como a COPASA em Minas Gerais, por exemplo) passam por um pré-tratamento para potabilização.

Esse tratamento, durante muitos anos, seguiu os parâmetros estabelecidos pela Portaria 2.914, publicada pelo Ministério da Saúde em 12 de dezembro de 2011. Recentemente, essa portaria foi substituída pela Consolidação 5, que passou a regular procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano.

Essa norma determina todos os parâmetros físico-químicos e microbiológicos para que uma água seja considerada potável.

a turbidez da água não está necessariamente associada à quantidade de calcário. Em várias regiões do Brasil, ela pode chegar às torneiras em uma cor amarelada ou acobreada, o que gera desconfiança por parte da população.

Vale ressaltar, no entanto, que o padrão de potabilidade é diferente do que prega o senso comum. É considerada potável a água que atende, dentre outros, aos seguintes requisitos:

  • Apresentar um pH entre 6,0 e 9,5.
  • Ter concentração mínima de cloro residual livre de 0,2 mg/l e máxima de 5 mg/l.
  • Ferro: 0,3 mg/l e manganês 0,1 mg/l.
  • Turbidez máxima de 5,0 uT.
  • O limite de bactérias heterotróficas é de 500 UFC/mL.
  • É necessário haver ausência de coliformes fecais, totais e E. coli (Escherichia coli) em cem mililitros de água.

Tem certeza de que não há calcário na água que sai da sua torneira?

Os padrões de dureza para consumo humano

O nível máximo de dureza total da água própria para consumo humano, medida em calcário (CaCO3) dissolvido, é de 500 mg/l. Para que se tenha um parâmetro de comparação, a água de Belo Horizonte possui, em média, 40 a 60 mg/l de dureza total.

Já a água de algumas cidades do vetor norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte, como Lagoa Santa, Vespasiano, São José da Lapa e Sete Lagoas, chega a apresentar níveis de dureza total próximos de 200 mg/l.

Cidades do norte de MG, por sua vez, como Montes Claros, Bocaiúva e Janaúba, possuem teores de dureza total que chegam a 400 mg/l.

Apesar da alta concentração desse mineral, todas as águas em questão são consideradas potáveis pelo Ministério da Saúde no que diz respeito ao teor de calcário (CaCO3) dissolvido. Ou seja, não colocam em risco a saúde dos consumidores.

Entretanto, águas com teores de dureza elevados provocam de fato uma série de prejuízos e outros inconvenientes.

  • Entupimentos em tubulações, especialmente de água quente, já que altas temperaturas aceleram o processo de incrustação.
  • Danificação de equipamentos elétricos, como resistências de chuveiros, lavadoras de roupa, lava-louças, metais sanitários e outros, em função da calcificação dos mesmos.
  • Diminuição da vida útil de metais sanitários e maior custo com reparos e manutenção.
  • Manchas em roupas, principalmente brancas.
  • Manchas em metais, vidros e cerâmicas.
  • Ressecamento da pele e dos cabelos.

A presença do calcário na água muitas vezes só é percebida devido aos problemas mencionados, além da presença de grãos brancos de carbonato de cálcio precipitados em pias ou no fundo de vasos sanitários.

O que influencia na dureza da água

Mas o que leva a água de certas regiões a ser rica em íons de sais de cálcio e magnésio dissolvidos? Por que algumas regiões estão mais propensas apresentar água dura?

Normalmente, essas cidades estão localizadas em regiões de formação geológica muito cárstica. São terrenos formados pela erosão de rochas calcárias (também chamadas de carstes).

Vejamos, como exemplo, a região de Lagoa Santa, próxima à cidade de Belo Horizonte. Não por acaso, trata-se de um local cercado de grutas e cavernas, todas repletas de estalactites e estalagmites.

Também pelo seu tipo de formação rochosa, algumas grutas de Lagoa Santa (como a Gruta da Lapinha e do Sumidouro, por exemplo) são muito importantes para a história do desenvolvimento de estudos arqueológicos e paleontológicos.

Não à toa, Lagoa Santa foi escolhida pelo Dr. Peter Wilhelm Lund para os seus célebres estudos arqueológicos. Nas regiões mais cársticas (calcárias), a água subterrânea que se encontra nos lençóis freáticos possui maior concentração de Carbonatos e Bicarbonatos de cálcio e magnésio.

Problemas e soluções para a dureza da água

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A dureza da água afeta diretamente atividades cotidianas do lar, como a limpeza. Ela diminui a eficiência dos detergentes e sabões, provocando seu consumo excessivo.

No uso residencial, há algumas formas de amenizar os problemas descritos acima. Por exemplo, para remover o acúmulo de calcário em eletrodomésticos como chuveiros ou mesmo nas torneiras, basta um pouco de vinagre branco dissolvido em água.

Para aparelhos maiores como máquinas de lavar e secadoras, podem ser necessárias soluções mais caras, como pastilhas.

Em escala industrial, esses prejuízos são multiplicados diversas vezes, gerando impactos significativos na receita das empresas.

Mas há soluções para esse problema. Sistemas compactos e de baixo custo para abrandamento da água por meio da adsorção de calcário e outros minerais podem ser instalados em residências e empresas. De fácil manutenção, tais sistemas proporcionam água pura e cristalina, ou seja, economia e, acima de tudo, qualidade de vida.

O Grupo Hídrica se dedica a desenvolver tecnologias e soluções e oferecer produtos para o tratamento da água de residências e empresas nas áreas da saúde e dos mais variados segmentos de mercado.

Para conhecer esses produtos e serviços, visite nosso website ou fale com um de nossos representantes. Se quiser saber mais sobre o calcário na água, baixe o nosso guia com os 10 Problemas Relacionados Com o Excesso de Calcário na Água.

Sobre o Grupo Hídrica

Mesmo com tratamento adequado, a água das companhias de saneamento chega a seu destino contendo elementos e partículas.

Isso significa que ainda é necessário um tratamento especial, a fim de alcançar o nível de purificação exigido para finalidades como hemodiálise e manipulação de medicamentos em farmácias e laboratórios, produção de cosméticos e outros.

Há 30 anos no mercado, o Grupo Hídrica especializou-se em oferecer serviços e produtos de qualidade, especializando-se no desenvolvimento de sistemas de tratamento de água, dos mais simples aos mais complexos.

Desenvolvemos projetos e dispomos de materiais e equipamentos para processos de filtração, como a Osmose Reversa. Veja, abaixo, alguns dos serviços que oferecemos:

  • Controle microbiológico total.
  • Processos de sanitização, desinfecção e lavagens químicas.
  • Montagem e instalação de sistemas de filtros e micro filtros, deionizadores, desmineralizadores e abrandadores.
  • Instalação e manutenção de sistemas de desinfecção por ultravioleta (UV).
  • Plantão permanente para atendimento de emergência.
  • Venda e manutenção de instrumentos de medição.
  • Projetos de água específicos para aprovação da vigilância sanitária.
  • Treinamento especializado para operação de equipamentos.

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