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“Plantando água”: ações para revitalizar o potencial hídrico das grandes cidades

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O Programa Manancial Vivo, implantado após uma ação civil movida pelo Ministério Público Estadual, que conta com um investimento superior a R$ 3.000.000,00, financiado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e a Prefeitura de Campo Grande, é uma importante iniciativa para a preservação dos mananciais e revitalização do potencial hídrico da capital do Mato Grosso do Sul. O projeto remunera produtores rurais que se dedicam aos cuidados ambientais na Bacia do Córrego Guariroba e Lageado.

Esse projeto está associado a outras importantes iniciativas para a revitalização dos mananciais, preservação e recuperação das matas ciliares e fauna nativa, medidas de educação ambiental, uso e reuso consciente da água, mobilizam a população e instituições. São exemplos ainda em desenvolvimento, mas importantes para quem se preocupa com o uso social da água e com a sustentabilidade ambiental.

A preservação e manutenção das matas ciliares e a revitalização dos mananciais já demonstram resultados positivos, com o retorno de exemplares da fauna local que haviam praticamente desaparecido de certas áreas, como as Araras Canindé, que retornam à região com gradual restabelecimento do equilíbrio do ambiente através da ação dos “produtores da água”.

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O manejo das matas ciliares às margens do Guariroba e Lageado é feito com o plantio de espécies nativas e ninhos artificiais para as aves, monitorados pelo Instituto Arara Azul, que podem ser vistos ao longo dos córregos. Ao mesmo tempo em que a recomposição da vegetação melhora a infiltração da água das chuvas no solo, a biodiversidade também se restabelece no entorno do sistema de captação e tratamento de água que abastece a região.

As ações de educação ambiental se somam às de manejo ambiental. Escolas já adotam medidas como o armazenamento das águas da chuva para regar jardins e lavar corredores, por exemplo.

“Isso foi trabalhado em sala de aula e eles fizeram cartazes e maquetes sobre reuso da água. Daí fomos atrás de parceiros para construir um sistema de verdade”, destacou a diretora Maria Lúcia de Fátima, da Escola Municipal Antônio José Paniago, no Jardim Itamaracá, localizada em Campo Grande.

Uma lei sancionada no município em maio, prevê que outras escolas instalem reservatórios semelhantes destinados à irrigação de jardins, cultivo de hortaliças, limpeza das salas de aula e descarga dos banheiros.

Mas, como bem alertou o coordenador de projetos sociais da Águas Guariroba, Willian Carvalho, em entrevista ao Correio do Estado de Campo Grande,  “sustentabilidade não é só cuidar de economia da água, mas se não dou destino correto ao esgoto nada do que eu fizer de preservação terá efeito”.

Compartilhamos aqui um vídeo que mostra um pouco das ações do Projeto Manancial Vivo e depoimentos de como ele tem impactado Campo Grande e região.

https://www.youtube.com/watch?v=qPz1mR9sFpQ

Seria essa uma alternativa para os demais estados? A crise hídrica é coisa séria, e todos nós devemos fazer nossa parte para que possamos viver num futuro melhor.

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