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Desafios urbanos: a chegada das chuvas

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Outubro chegou e com ele as chuvas tão esperadas.

As plantas e as aves agradecem. Passado o período de estiagem, com as emergências dos hospitais repletas de crianças e idosos com problemas respiratórios, as chuvas trazem conforto. O calor absorvido pelo asfalto e pela cidade de concreto é amenizado.

Mas também há sérios problemas gerados pela chegada das chuvas nos grandes centros urbanos que têm o sinal de alerta aceso.

Aumentam os riscos de acidentes de trânsito, bueiros entopem, vias ficam alagadas, rios e galerias transbordam, moradores próximos a morros e encostas se afligem com o risco de deslizamentos. Há casos mais graves e reincidentes de regiões em que ano após ano os moradores sofrem com deslizamentos e desmoronamentos, destruição de casas, mortos e feridos.

A população de Belo Horizonte também sofre com esses grandes problemas e muitos deles se repetem todos os anos e cobram medidas urgentes. Temos exemplos emblemáticos, dos mais corriqueiros aos mais graves. Basta uma chuva suave para que em muitos pontos na cidade o trânsito se torne caótico. A Avenida Francisco Sá, no bairro Prado, na Zona Oeste da Capital, é constantemente alagada em casos de chuvas mais fortes. O volume da água nessa via é tamanho que a enxurrada arrasta carros, pesadas caçambas de ferro e tudo o que encontra no caminho. O mesmo ocorre em diversos pontos da Via Expressa. Durante uma forte pancada de chuva ocorrida em 26 de setembro último, um homem foi arrastado pela enxurrada e desapareceu. Seu corpo não havia sido encontrado até o fechamento deste artigo. São inúmeros os exemplos.

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Esses problemas urbanos, atribuídos às questões meteorológicas, na maioria das vezes têm origem no mau planejamento e mau funcionamento de serviços e também de questões culturais que demandam uma grande mudança através da conscientização da população e da adoção de políticas permanentes para o recolhimento, depósito e tratamento correto do lixo, que provoca entupimentos de bueiros e galerias. Medidas preventivas para que as áreas consideradas “de risco” sejam efetivamente urbanizadas, recebendo tratamento adequado de esgoto, coleta do lixo, e que os pontos vulneráveis das encostas e barrancos sejam devidamente reparados. É preciso dar solução para o escoamento das águas nas vias que há vários anos apresentam pontos de alagamento. É preciso aplicar medidas sustentáveis e modernas de urbanização, já adotadas em outros países e que ainda avançam com morosidade no Brasil, como a adoção de pontos para a drenagem da água das chuvas nas construções.

Áreas de Salvador são atingidas pelas fortes chuvas. Na foto, o Bairro do Lobato ( Manu Dias/GOVBA)

O Grupo Hídrica também se preocupa em pensar em soluções para o destino, tratamento, reutilização e outras finalidades das águas das chuvas. Esta é uma grande questão que envolve nossos princípios de uso social da água e sustentabilidade ambiental.

Caso perceba riscos de desmoronamentos, obras com a estrutura apresentando trincas, pontos de alagamentos em vias ou outras situações relacionadas às chuvas, acione a Defesa Civil através do telefone 199.

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